
Queria que as coisas voltassem a ser como antigamente. Antigamente… bem antigamente. Quando as pessoas valorizavam umas as outras. Quando o respeito não era uma mera palavra com significado inexistente. Quando a felicidade se baseava na família, nos amigos e no amor. Quando o amor era algo bonito, que dava como recompensa sorrisos e felicidade, e não sinônimo de dor. Quando a dor era apenas corporal e ninguém se sentia morto por dentro. Quando a morte era apenas causada por doenças irreversíveis, e não por pessoas, por vontade própria. Quando tudo era mais fácil, mais bonito, mais natural. Quando as coisas faziam algum sentido. Antigamente, sabe? Quando existiam pessoas verdadeiras. Só queria que as coisas fossem assim, com a… intensidade de antes. Intenso. Real.

E a gente aprende a continuar, mesmo com obstáculos no caminho. A sorrir, mesmo com dor no peito. A acreditar, mesmo com todos dizendo que não. A sonhar, mesmo com a realidade atrapalhando. A gente aprende a viver, mesmo pensando em desistir.
Sorria. Abrace. Chore. Ria. Comemore. Adore. Vai, experimenta o amor. Se sujeite a dor, porque a felicidade vem logo depois. Aproveita. Cai de boca, de barriga também. Experimenta boiar na piscina, é uma sensação ótima. Vai na praia, vai na floresta. Vai em todo lugar. Acampa, em um campo ou no jardim mesmo. Valorize cada amigo. Aliás, confirma quem são teus amigos de verdade. Fala o que você sente. Fale mais “eu te amo” pros seus pais. Sai, sai bastante; ou assiste um filme no quarto. Se enrola na coberta, curte um café. Ou um chocolate quente, você é quem escolhe. Aliás, aprenda a escolher o melhor pra você. Melhora tudo. Aproveita tudo. Curte. Curte muito, como se você não pudesse repetir a dose. Por quê? Porque você não pode.

Só eu sei o quanto dói ver que eu realmente perdi.
Amor. Ah, o amor. Palavrinha estranha né? Amor. A-m-o-r. Tantos significados, tantas coisas a serem ditas sobre ele… tudo bem, atualmente ele meio que virou um clichê, mas ainda existem pessoas que sabem o verdadeiro significado de amor. O que significa, realmente? Ah, tantas coisas. Confiança, respeito, desejo. Mas não se engane, o amor compreende o desejo, mas o desejo nem sempre significa amor. Não abandonar é amor, e não esquecer significa que um dia você amou. Borboletas no estômago, mãos suando, sorrisos bobos, alegria repentina assim como a saudade, ciúmes, sonhar acordado… tudo isso são alguns dos sintomas do amor. Mas quer saber de uma dica? Não sonhe com esse amor fácil que você vê em filmes, você está na vida real. Provavelmente, você ama alguém que não desconfia de seus sentimentos, e mudar isso só depende de você. Mas o amor também traz medo. Medo da aceitação, medo de não dar certo, medo da dor. Mas quem se importa? O que significa um pouco de dor comparada ao amor? Ninguém precisa ter medo de amar, pois amar é a melhor sensação de todas. E quando o amor é correspondido, ah, meu colega… Se cuida, porque você vai viver um sonho.

A gente se acostuma com tanta pancada da vida que quando chega um carinho de alguém, a gente acha até estranho.

E quando você pensa que já esqueceu e que a ferida não pode ser reaberta, a vida te prova o contrário.

Lembre-se que para qualquer dor ou coisa ruim, há sempre o dia de amanhã para curar tudo.

O medo? Sim, ele estava vivo nela, como todos os sentimentos ruins possíveis. Talvez até mais presente que os outros. Até o próprio amor era vítima do medo. Mas sua vontade de viver era maior, então ela simplesmente o esquecia e vivia, sentia, amava. E por isso às vezes sofria. Mas, perto de um amor, quem se importa com a dor?

O pior é que depois de tanto tempo, a dor ainda não diminuiu.