
O meu problema é que o meu olhar não consegue disfarçar meus sentimentos como eu consigo.

Aprendi com o tempo que guardar meus sentimentos só pra mim evita decepções de vários tipos.

“Você tá bem? Tá com dor? Doença? Saudade?” Dentro de mim: Chega de desculpas, eu to fodida mesmo, eu não tenho mais chão, não tenho nenhum motivo pra lutar. A força que eu nem tenho serve pra me sustentar diante das pessoas, pra elas pensarem que eu to bem, mas eu não to bem. E, provavelmente, não vou ficar tão cedo assim. Gosto de pensar em como seria minha vida com as escolhas certas, se eu as tivesse realizado. Música às vezes alivia, pelo menos funciona mais que remédio. Saudade? Sim, das coisas que eu não conheço e das coisas que não aconteceram, das palavras não ditas e das ações não realizadas. Fora de mim: Não, não, só to com um pouco de sono.

Sabe aquele momento em que todos os nervos do seu corpo sentem tanta dor que você passa a não senti-los? É mais ou menos o que acontece comigo todos os dias. Por dentro.