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c h a n g e
I don't need it. I don't wanna need you. I don't need love, I don't need you. Go away. Please.
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Limpar meu guarda-roupa. É isso que eu preciso fazer. Tirar as coisas que só ocupam espaço. Fazer uma limpa completa. Tirar cada sujeira, cada incômodo que tem nele. Tirar essas roupas velhas, troca-las por novas. Só as que não valem mais a pena. Arrumar, deixar tudo organizado. Limpo, organizado, bonito. E, depois, fazer a mesma coisa com a minha vida



Não assista a vida passar como se você fosse apenas um espectador, faça parte dela, viva! Lembre-se: você não é um espectador, e sim o personagem principal.



Vai, curte um pouco a vida. Querendo ou não, as pessoas vão te julgar por tudo, então por que continuar se importando? Aproveita e curte tudo, e ignora o resto. Lembra que o importante aqui é você.



Ah, 2011… Você não foi de todo, ruim. Cada momento bom, cada risada, cada brincadeira, cada sorriso; cada confusão, cada aperto, cada medo, cada tudo. Agora eu posso dizer que tudo realmente valeu a pena. Tudo me fez ver o quão marcante cada pequena coisa pode ser, como pessoas podem te conquistar tão rapidamente, como tudo que um dia era sólido e permanente torna-se algo vulnerável e frágil. Cada emoção desse ano só o tornou mais marcante. Mas ainda dá tempo de aproveitar mais. Sorrir mais, aproveitar mais o tempo que me sobra com os amigos. Saber aproveitar… Esse ano me ensinou isso. Aproveitar cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia, como se fosse realmente o último. E dá pra acreditar que isso realmente é verdade? Isso te faz valorizar as coisas. Ah, 2011… Obrigada por me deixar sonhar, por me dar o tempo certo de descobrir o valor das coisas, por me mostrar em quem eu posso confiar. Desculpe pelas vezes que eu não soube te aproveitar, pelas chances que eu perdi. Queria que existisse um “replay” agora. Voltar tudo, desde o início. Desde o começo, nas apresentações. Eu saberia te aproveitar e valorizar muito mais. Mas… E você, que está lendo isso? Realizou - pelo menos em parte - seus sonhos? Conheceu novas pessoas? Se apaixonou? Sorriu? Fortaleceu amizades? Compartilhou brincadeiras? Gravou momentos na sua memória? Tentou, antes de desistir? Agradeceu por poder ter a chance fazer tudo isso de novo em 2012? Aproveita, cara. Não tem “replay” pra nada aqui. É aproveitar ou se arrepender, e cai entre nós… A primeira opção é bem mais saudável. 



Lembra de uma coisa: No fim, só vão te restar lembranças, então faz da tua vida algo que valha a pena ser lembrado.



E a gente acha que suporta tudo, que sabe tudo, que consegue tudo. A gente acha que tem controle sobre o destino, que pequenas ações não fazem diferença, que tudo é fácil. Que o tempo não importa, que todo mundo é verdadeiro e que o “pra sempre” existe mesmo. E daí vem a vida e te prova o contrário. A vida… a doce e complicada vida. Primeiramente, tira pessoas da tua vida que você não pensava que poderia viver sem. E realmente acha que não vai conseguir, mas consegue. Tudo bem, foram-se três ideias: a que você suporta tudo, a que você teria controle sobre o destino e que o “pra sempre” seria real. Ah, e a de que tudo é fácil também, pois você passa por tempos difíceis. Você aprende a se conformar com a ideia de que o tempo não volta, e vê a sua importância. Menos uma teoria: o tempo é importante sim. Você vê como estava errado em pensar que teria controle sobre a vida, que sabia de tudo o que aconteceria no seu futuro: menos uma, a de que você saberia de tudo. Ninguém na verdade sabe de nada, o futuro não é perfeito e previsível, ele é totalmente o contrário. Ele é cheio de curvas e se prova diferente do que pensamos que seria. E aí, as lembranças te atacam. Você lembra de como era bom um sorriso, uma risada, um olhar da tal pessoa que foi embora… de como essas pequenas coisas faziam uma enorme diferença. Bem, acho que já se foi mais uma, a que falava que as pequenas ações não fazem diferença. Pequenos gestos fazem toda a diferença. Então, nada disso é fácil. A saudade, a partida das pessoas… Nada na vida é fácil. A vida não é fácil. Bem… acabaram-se as teorias. Pode criar novas, se quiser. A vida é complicada o bastante para recusar todas e torná-las falsas. A vida é assim, meu colega… sutil. Sutil.



Mil acertos = nenhuma valorização. Um erro = mil críticas.





A gente aprende a lidar com a ausência. Ausência de amor, ausência de bem-estar, ausência de amigos verdadeiros. Ausência, no geral. A saudade é só uma consequência. A gente lembra de como as coisas um dia foram boas, e dai vem aquela vontade de chorar ou de sorrir. Estranho é quando a gente faz as duas coisas ao mesmo tempo. Mescla de saudade e alegria. Saudade é o que acontece pra provar que um dia as coisas já foram melhores do que estão hoje. E daí, você tem de lidar com a ausência, de novo. A ausência de tudo o que você já passou. Não do que você já sentiu, porque os sentimentos são mais difíceis de desaparecerem, mas as pessoas… Essas são muito fáceis. Elas somem rapidinho. É só você precisar delas. Por quê? Porque o mundo é assim, meu colega. Em um dia, alguém precisa de você e você, com toda fé e de bom coração, vai lá e ajuda esse alguém. No dia seguinte, você precisa de ajuda e se vê sozinho, sem ninguém pra te ajudar. Assim que as coisas funcionam. Então, a ausência se encaixa novamente na sua vida. Você vê claramente como deixou de ter alguém em que possa realmente confiar, alguém em que possa acreditar. Ausência de alguém. Viu? A vida gira em torno de pessoas indo e vindo. Como numa estrada. Às vezes movimentada, com muita gente indo e vindo ao mesmo tempo. Às vezes calma… Quase que sem movimento algum. As pessoas que vêm, às vezes curam um pouco o estrago que as que foram fizeram, mas você não esquece. E aí, meu colega… olha a ausência de novo



Sorria. Abrace. Chore. Ria. Comemore. Adore. Vai, experimenta o amor. Se sujeite a dor, porque a felicidade vem logo depois. Aproveita. Cai de boca, de barriga também. Experimenta boiar na piscina, é uma sensação ótima. Vai na praia, vai na floresta. Vai em todo lugar. Acampa, em um campo ou no jardim mesmo. Valorize cada amigo. Aliás, confirma quem são teus amigos de verdade. Fala o que você sente. Fale mais “eu te amo” pros seus pais. Sai, sai bastante; ou assiste um filme no quarto. Se enrola na coberta, curte um café. Ou um chocolate quente, você é quem escolhe. Aliás, aprenda a escolher o melhor pra você. Melhora tudo. Aproveita tudo. Curte. Curte muito, como se você não pudesse repetir a dose. Por quê? Porque você não pode.